Por Mortimer J. Adler, Ph.D.
Primeira Parte
A crise é um momento decisivo. Na pneumonia, é o ponto no qual o paciente pode melhorar ou piorar. Mas a presente crise na educação é diferente. As coisas não podem ficar piores. Elas podem somente melhorar. Nós temos alcançado um dos extremos no balanço do pêndulo. A educação progressista, em todas as suas formas, foi uma saudável e genuína reação contra a extrema aridez e vazio formalismo da educação clássica, que tinha alcançado o limite de sua própria degradação no final do último século. Infelizmente, como sempre, a reação foi muito longe. O extremo oposto nos tem dado um programa educacional que é igualmente absurdo, embora por diferentes razões. O professor Dewey em pessoa tem ultimamente avaliado os excessos de alguns de seus supostos seguidores. O que é obviamente indicado, para evitar uma falsa saída que ofereça uma escolha entre indesejáveis extremos, é uma posição moderada, uma que concordasse com a posição progressista corrigindo os abusos do programa clássico, mas que retificasse esta mesma educação progressista pela retenção de tudo o que era essencialmente correto na aproximação clássica. Se uma surgiu para remediar abusos, deveria lembrar que está fazendo isso justamente porque alguma coisa boa tem sido estragada. O problema com a maioria das reformas é que elas iniciam removendo falhas e terminam jogando fora o bom juntamente com o ruim. Devemos eliminar os presentes excessos da educação progressista sem descartar o discernimento básico que motivou o movimento.